O Zim, uma solução tecnológica de gestão e vendas para corretores, foi lançado em outubro de 2017, no 20º Congresso Brasileiro de Corretores de Seguros. Mas essa ideia já havia surgido um ano antes quando a Wiz, uma das maiores corretoras de seguros no Brasil e detentora do Zim, buscava expandir e diversificar seus negócios e por isso estudava o mercado digital por trás do universo dos seguros. “Foram muitos eventos e pesquisas no Brasil e no mundo para chegarmos à concepção do Zim”, conta Clarissa Schmidt, gerente executiva de negócios, do Zim.

A startup, que participará do Insurtech Brasil 2018, nesta quinta-feira (5) em São Paulo, busca facilitar o dia a dia do corretor por meio da tecnologia. Segundo dados da empresa, o corretor perde hoje cerca de 75% do seu tempo com atividades burocráticas. A proposta do Zim é que esse profissional passe a investir o tempo em relacionamento e venda para ampliar seus negócios e que, com a digitalização, o usuário final tenha acesso mais rápido e fácil ao corretor, com menos “papelocracia”.

No início do projeto do Zim, os criadores da startup se inspiraram em algumas empresas europeias nas quais o cliente tinha todas as apólices de seguros num só lugar, além de ter “o seu corretor digital”. Foi o caso da alemã Clark e da suíça Knip. Porém, eles perceberam que essas empresas não colocavam no centro do processo o corretor de seguros atual, aquele que já detém 65% do mercado brasileiro.

Ao estudar melhor a digitalização do corretor de seguros, observaram o quanto os corretores ainda estavam distantes de ferramentas importantes para alavancar seu negócio. Então tiveram a ideia de criar uma solução que trouxesse o corretor de seguros para a era digital unindo uma nova forma de se fazer negócios, sem desconsiderar o papel do corretor de seguros nesse processo.

Dificuldades e desafios

Como a Wiz é uma corretora de seguros, muitos corretores ficaram receosos em aderir à solução, por acreditar haver um certo conflito de interesses. Contudo, a Wiz tinha conhecimento do negócio e, por ser uma empresa de capital aberto com um valor de mercado aproximado de R$ 2 bilhões, tinha capital para um investimento desse porte. O Zim é, de certa forma, uma startup “incubada” dentro da Wiz.

O time é dedicado ao Zim e trabalha para trazer a melhor experiência para o corretor. Além disso, eles se certificam de que todas as questões jurídicas e técnicas estejam alinhadas para garantir a segurança da carteira do profissional, além de fazer uma apólice com a seguradora Berkley, onde todo corretor cadastrado no Zim é beneficiário da apólice em caso de vazamento de informações.

Com a participação no Insurtech Brasil, o maior de evento de inovação em seguros da América Latina, a equipe do Zim espera trocar experiências com outras empresas do ramo além de fomentar novas parcerias estratégicas e oportunidades de negócio. E, em 2018, a startup pretende aprimorar a experiência para o segurado e para o corretor, desburocratizando o processo de venda e facilitando o dia a dia dessas pessoas. Algumas novidades nos planos do Zim é o lançamento de produtos para compra via app e web e mais ferramentas de gestão para o corretor de seguros.

Na revolução insurtech, Clarissa explica que o Zim espera reunir os 3 principais atores do mercado de seguros — corretor, cliente e seguradora — numa única solução que ofereça ganhos para todas as partes. Assim a seguradora, com um canal de distribuição aliado ao corretor e com menor custo, e o corretor, com oportunidade de aprimorar sua gestão, podem entrar na era digital e aumentar suas vendas. E, por fim, o cliente final pode ter uma melhor experiência em seguros.

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