As mudanças trazidas pela revolução fintech estão se consolidando no mercado financeiro e se expandindo para outras áreas. O varejo é uma delas. Grandes e pequenos varejistas já perceberam que têm muito a ganhar com a mentalidade e os serviços oferecidos por essas startups financeiras.

A mentalidade fintech é um dos grandes diferenciais que têm trazido startups para os holofotes do mercado financeiro e as empresas tradicionais domercado estão tentando aderir para não perder sua fatia de mercado. O Nubank, por exemplo, mostrou a grandes varejistas como o Renner e Saraiva que seus cartões podem servir muito mais que apenas para a compra de produtos.

Hoje um cartão de loja oferece benefícios não só no pagamento da fatura mas em programa de pontos e desconto em programas culturais. Além disso, o Nubank mostrou com sucesso como um bom aplicativo aproxima a empresa do cliente e, no caso dos varejistas, alavanca as vendas..

Nessa retomada de operações internas, varejistas também estão abrangendo serviços como seguro e garantia estendida de seus produtos, formando parcerias com seguradoras para oferecer mais proteção aos clientes, como no caso das Casas Bahia com a Zurich Seguros.

Movimentos como esse apontam brechas para investidores e empreendedores ficarem de olho no mercado de seguros, que também promete se reinventar nos próximos anos.

Atrair, satisfazer, fidelizar: O objetivo das fintechs

Com a mentalidade inovadora, as startups buscam melhorar a experiência do usuário e tornar invisível certas partes mais chatas da jornada de venda. Um caso de sucesso que alia segurança e agilidade na hora de fornecer um bom serviço é o QuintoAndar, uma startup que simplificou o jeito de alugar imóveis, aproximando inquilino e proprietário e reiventando o trabalho do corretor.

Além de digitalizar certos processos como agendamento de visitas e e a assinatura do contrato, o QuintoAndar paga o seguro-fiança dos imóveis por meio de parceria com a seguradora BNP Paribas Cardif, sem cobrar a mais por isso para os clientes. Assim a startup facilita a negociação do aluguel e deixa o dono do imóvel seguro de que receberá o dinheiro todo mês.

Aliás, segurança é uma das palavras-chave na revolução fintech.

Com a tecnologia do big data e a automatização de análise de crédito, startups como o EasyCrédito também oferecem mais segurança para varejistas que fazem vendas a crediário, ou ainda dão acesso fácil e rápido para empresas que de outro modo não conseguiriam empréstimos de grandes bancos.

Outro caso de sucesso no varejo é o Starbucks Card que, nos Estados Unidos, já acumula em saldo mais dinheiro que muitos bancos médios americanos. Ao atrelar o cartão fidelidade ao pagamento de seus produtos, o Starbucks usou a mentalidade fintech para prover melhores serviços, algo que sempre colocou como missão da empresa.

A ideia de fidelizar o cliente é um caso mal resolvido no Brasil. Há quem diga que as plataformas de compras coletivas que viraram febre no fim da década passada foram cases frustrados de fidelização. Mas startups como o Beblue e Méliuz estão escrevendo uma nova página no conceito de fidelização de clientes no Brasil.

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