O Blockchain é uma tecnologia que promete mudar a forma como as pessoas e organizações trocam dinheiro, firmam contratos e fazem registros comerciais.

Além de reduzir os custos desses processos e torná-los mais seguros, o Blockchain também proporciona versatilidade. Isso significa que ele pode ser utilizado por empresas de qualquer setor (veja alguns exemplos aqui).

Muitos acham que ele só pode ser aplicado em bancos, pelo fato de ter sido utilizado originalmente pela tecnologia Bitcoin – da área financeira. Mas ele também pode ser implementado nos setores logístico, tecnológico, governamental, da saúde, de energia, entre muitos outros.

E, ao contrário do que muitos empreendedores pensam, é sim possível entender e aplicar a tecnologia Blockchain em um negócio sem obrigatoriamente ser um desenvolvedor.

O funcionamento do Blockchain

O conceito de Blockchain é bem simples.

Até 2007, os departamentos contábeis das empresas brasileiras utilizam o ‘livro-razão’. Nele, eram registradas e controladas todas as movimentações nas contas corporativas, para que gastos duplos e fraudes fossem evitadas. O Blockchain tem um funcionamento parecido com o dos livros-razão.

Toda transação que é feita é colocada em um bloco, que é carimbado com um código criptografado com os detalhes da transação, chamado ‘hash’. Esse bloco é, então, adicionado à cadeia de blocos (no inglês, Blockchain). Depois disso, os participantes da transação registrada não podem voltar atrás.

Qualquer tentativa de deletá-la ou alterá-la será em vão. O Blockchain registra, em ordem cronológica e linear, todas as transações que ocorrem. Elas são públicas e compartilhadas com os participantes do sistema.

Mas é válido lembrar que, para acessar os detalhes de uma determinada transação, é preciso ter participado dela.

Veja como tudo isso funciona na prática, passo a passo:

  1. Duas partes, membros de uma rede online de Blockchain, decidem fazer uma transação;
  2. A primeira parte pretender enviar dinheiro à segunda;
  3. A primeira parte gera um registro online, o bloco, que representa a transação;
  4. Cada nó (participante da transação) recebe uma cópia desse novo bloco;
  5. Cada nó aprova a transação como válida, por meio de um protocolo de acordo;
  6. O bloco é carimbado com o hash e vinculado à cadeia;
  7. A segunda parte recebe o dinheiro da primeira.

Como você pode ver, o Blockchain não é tão difícil de se entender.

Como implementá-lo sem ser um desenvolvedor?

Tecnicamente, o processo de implantação do Blockchain é muito complexo. E apesar de estar se disseminando rapidamente pelo mundo, essa tecnologia é nova e muitas questões ainda precisam ser resolvidas.

Então, é preciso ter muito conhecimento em desenvolvimento e experiência com o Blockchain para implantá-lo em uma empresa.

Porém, o empreendedor que não é desenvolvedor pode buscar outras formas de implementá-lo, como:

  • Chamar alguém que tenha os conhecimentos e habilidades necessárias para ser sócio-desenvolvedor da empresa;
  • Contratar freelancers desenvolvedores que saibam realizar o processo;
  • Delegar a alguns membros da equipe de TI interna a tarefa de aprender mais sobre o processo e realizá-lo.

E se o empreendedor quiser conhecer mais a fundo a tecnologia Blockchain e aprender como implementá-la, ele pode fazer cursos e participar de eventos e workshops voltados para ela. Vários livros recém lançados tratam do tema de forma muito didática também e são uma opção de aprendizado (confira).

Aliás, eventos também são uma ótima forma de encontrar desenvolvedores que conhecem o Blockchain e fazer contato com eles.

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