A Stone, fintech de meios de pagamentos, vai realizar sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) nesta quinta-feira (25). Ela está oferecendo até 54,9 milhões de ações e pode levantar até US$ 1,26 bilhões.

A Ant Financial, unidade da gigante chinesa de e-commerce Alibaba do bilionário Jack Ma, demonstrou interesse em comprar uma boa parte da ações da fintech brasileira. Segundo a Bloomberg, a chinesa se comprometeu a investir US$ 100 milhões no IPO da empresa.

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A Stone já garantiu também o investimento de outros nomes de peso, incluindo a Madrone Capital Partners e a empresa de private equity do bilionário Paulo Lemann. Além disso, também atraiu o interesse de um dos mais famosos investidores do mundo, Warren Buffett. Segundo informações da Bloomberg e Reuters, a Berkshire Hathaway Inc., de Warren Buffett, está interessada em comprar até 14,2 milhões de ações de classe A da Stone. Além disso, a Madrone, dos herdeiros da fortuna do Walmart Inc. e hoje detém participação de 9,3% da fintech brasileira, está disposta a comprar mais 2,4 milhões de ações antes da oferta.

Outras fintechs brasileiras atraem gigantes internacionais

Esse não é o primeiro movimento de gigantes estrangeiras de olho no setor fintech brasileiro. Outra empresa de pagamentos brasileira, a PagSeguro, levantou em janeiro cerca de U$ 2,6 bilhões em seu IPO na Bolsa de Valores de Nova York. E no início de outubro a Tencent, gigante chinesa de tecnologia adquiriu uma pequena parte do Nubank, numa negociação no valor de US$ 200 milhões.

O Goldman Sachs alertou que o mercado brasileiro de fintechs está rapidamente sendo inundado pela concorrência. O banco de investimento estimou que em 2017 havia 210 fintechs no Brasil, um crescimento surpreendente em relação ao início de 2015, quando havia apenas 54 fintechs.

A fintech Stone

Fundada em 2012, a Stone tem crescido consistentemente no mercado brasileiro antes dominado pelas maquininhas de cartão da Cielo, controlada pelo Banco do Brasil, e da Rede, controlada pelo Itaú Unibanco.

Após mudanças na regulação brasileira, a Rede e a Cielo perderam exclusividade no processamento de cartões com bandeiras Visa e Mastercard e começaram a perder mercado.

A Stone foi fundada por André Street e Eduardo Pontes e contabiliza hoje 200 mil clientes, apresentando uma receita de R$ 636 milhões e lucro líquido de R$ 87,7 milhões no primeiro semestre de 2018.

 

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