Em colaboração com 

Atualmente muito se tem dito a respeito das fintechs, empresas que unem tecnologia a serviços e produtos financeiros, e das insurtechs, que aplicam inovação tecnológica ao ramo de seguros. Diante dessa onda de disrupção, seria possível expandir o conceito aos demais segmentos do mercado?

O uso da tecnologia pode se dar tanto com o desenvolvimento de uma nova aplicação ou um novo formato de prestação de serviços quanto com a utilização de inteligência artificial.

É bem provável que em poucos anos a tecnologia se torne aliada de todo e qualquer serviço ou produto, e no universo jurídico já se sente um movimento nesse sentido, com as chamadas legaltechs ou lawtechs.

Nos parece evidente que a forma como o direito existe atualmente poderia se beneficiar em grande parte da inovação tecnológica. Apesar de algumas melhorias nos últimos anos, com a criação, por exemplo, de sistemas eletrônicos de peticionamento e acompanhamento processual e programas de gestão automatizados, a profissão ainda é fortemente pautada pela burocracia e processos muita vezes repetitivos e desnecessários.

Em um cenário em que a tecnologia e a inovação alteram a forma como as pessoas e empresas se relacionam, o papel das lawtechs será justamente adequar a realidade às expectativas e anseios da nova sociedade.  E isso pode acontecer de várias formas. Desde pequenas mudanças, como a automatização de procedimentos, até grandes transformações, como a criação de sistemas que relacionem precedentes em nível nacional, facilitando, por exemplo, a celebração de acordos de forma digital. A utilização do blockchain também pode trazer ganhos interessantes, conferindo maior praticidade em caso de documentos que precisam de registro, sem perder em segurança e confiabilidade.

A inteligência artificial também tem sido usada na aplicação da tecnologia na rotina de escritórios e departamentos jurídicos, como foi o caso de ROSS, o primeiro “advogado robô” desenvolvido pela Universidade de Toronto e produzido pela IBM, que já vem sendo usado em algumas bancas dos Estados Unidos, como Baker & Hosteler, Bryan Cave, K&L Gates e Dentons.  Apesar da denominação, o robô executa, basicamente, tarefas que seriam atribuíveis a um assistente jurídico, como pesquisa de doutrina e julgados, controle de prazos e preenchimento de relatórios.

Obviamente o papel do advogado não será substituído por máquinas, já que sua função principal é entender as demandas dos clientes e encontrar soluções estratégicas baseadas em suas necessidades específicas, mas o uso das novas tecnologias pode aumentar de forma significativa sua produtividade, permitindo que o advogado dedique seu tempo ao trabalho intelectual, deixando os procedimentos burocráticos e mecânicos a cargo da tecnologia.

Fazer com que inovação seja uma aliada dos serviços jurídicos pode trazer ganhos substanciais em termos de custo e tempo, beneficiando advogados, clientes e o sistema judiciário como um todo.

Artigo escrito pelo time de inteligência de mercado do Fialdini Advogados. Veja outros artigos sobre regulamentação do mercado fintech aqui.

Quer conhecer mais sobre as InsurTechs que estão mudando o setor de seguros no Brasil? Participe do InsurTech Brasil, um encontro onde o mercado se reunirá para discutir os próximos passos da inovação nessa indústria. Garanta sua vaga aqui.