Por oferecer um bem como garantia, como um carro ou um imóvel, modalidade de crédito é considerada a de menor risco e oferece taxas mais vantajosas, que podem variar de 1,05% a 3,74%, segundo levantamento do marketplace de empréstimos

O Brasil encerrou o ano passado com 62,6 milhões de inadimplentes, segundo dados do SPC Brasil e da CNDL. A Serasa Experian acaba de divulgar que mais de 63 milhões estavam com dívidas atrasadas em abril deste ano, o maior índice desde que a série foi lançada, em março de 2016.

Este cenário de endividamento elevado e os juros altíssimos do cheque especial e do cartão de crédito estão levando os consumidores a procurar outras alternativas de empréstimo com taxas mais competitivas e prazos mais flexíveis. A FinanZero,fintech de capital sueco que opera como correspondente bancário online para negociar empréstimos junto a instituições financeiras, realiza regularmente pesquisas com sua base de clientes.De acordo com o mais recente levantamento, as buscas pelo empréstimo com garantia de imóvel ou veículo registrou um crescimento de 31% no período de um ano, de maio de 2018 a maio de 2019. 

“Por estar atrelado a um bem, esta modalidade é considerada a de menor risco, com juros mais baixos e prazos maiores. Disponibilizamos em nossa plataforma instituições que cobram juros que variam de 1,05% a 3,74% ao mês para empréstimo com garantia”, assinala Cadu Guidi, diretor de marketing e educador financeiro da FinanZero. 

“Os consumidores fazem de tudo para se livrar das taxas, mas muitos acabam buscando uma solução bem convencional que, no final do dia, só transfere a dívida para outro banco. Por isso, é recomendável estudar as possibilidades existentes para dizer adeus aos altos juros bancários”, reforça Guidi.

Segundo a Confederação Nacional de Comércio (CNC), o cartão de crédito é responsável por 77,4% do endividamento das famílias, seguido de carnês (14,5%), financiamento de carro (10,1%), financiamento de casa (9,6%), crédito pessoal (8,5%), cheque especial (5,8%) e crédito consignado (5,6%).

De acordo com dados acerca de diversas instituições coletados peloBanco Central, durante o período de 30/05/2019 e 05/06/2019, a taxa para pessoa física do cheque especial variou entre 7,78% a.a. e 541,12% a.a. Já a do cartão de crédito parcelado,a diferença foi de 43,05% a.a. a 498,31% a.a. Por fim, para o crédito pessoal (não consignado),a variação foi de 15,87% a.a. a 1.625,04% a.a.

Cadu Guidi alerta que ajustar as finanças no segundo semestre do ano é fundamental para alcançar um equilíbrio financeiro, levando em conta que,no início do ano,os gastos crescem. “Em janeiro temos IPVA, IPTU, DPVAT, taxa de licenciamento, declaração de imposto de renda e aumento no aluguel. Sem contar que,em dezembro,normalmente fazemos viagens ou compras não planejadas de Natal e festas de Ano Novo. Ou seja, precisamos estar com as contas em dia até dezembro para não entrarmos no próximo ano com ainda mais dívidas. Por isso,esta é a hora de colocar em prática um planejamento financeiro”, completa.

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