O Ranking Virtuous Company de Cultura Ética 2020 analisou 111 organizações no setor. Fintechs dominam as cinco primeiras posições, com o serviço de recorrência Vindi liderando a lista

Sua empresa promove uma cultura ética? Essa atitude é fundamental para alcançar satisfação no ambiente de trabalho e sucesso para o longo prazo. Deixar de implementar essa cultura pode levar a comportamentos antiéticos. Liderança abusiva, injustiça organizacional e medo de retaliação são apenas algumas das consequências.

Ranking Virtuous Company de Cultura Ética 2020 analisou 1.871 organizações brasileiras, com base em 376.765 avaliações de funcionários postadas no portal Glassdoor entre janeiro de 2015 e dezembro de 2019.

A Virtuous Company desenvolveu uma metodologia capaz de avaliar o grau de cultura ética das empresas. O Indicador de Cultura Ética é composto por dez dimensões. Cinco delas se concentram em aspectos positivos e são qualificadoras: confiança organizacional, liderança ética, orientação para o bem comum, empatia e liberdade para falar. As outras cinco são desqualificadoras: injustiça organizacional, liderança abusiva, orientação egoísta, falta de consciência e medo de retaliação. A pontuação levou em consideração uma lista com 5.370 palavras e expressão associadas a cada dimensão.

As companhias deveriam ter ao menos 50 avaliações para entrar na avaliação. Mais de 17 segmentos foram avaliados, como agronegócio e bens de consumo. Apenas no setor financeiro, foram 111 organizações.

Veja as dez primeiras posições do Virtuous Company de Cultura Ética 2020:

1. Vindi
2. Koin
3. Creditas
4. Foxbit
5. Nubank Brasil
6. MetLife
7. DMCard
8. C6 Bank
9. JLT Group
10. Pagar.me

Pequenas Empresas & Grandes Negócios conversou com Rodrigo Dantas, fundador da Vindi. A fintech de pagamentos recorrentes atende 6 mil clientes e processou R$ 2,5 bilhões em vendas apenas no último ano. A Vindi costumava dobrar de tamanho ano a ano. A pandemia afetou as metas de crescimento da fintech. Para 2020, o plano é crescer 50% sobre 2019.

Fundada em 2013, a Vindi tem 140 funcionários. Para Dantas, o fato de as fintechs dominarem as primeiras colocações em cultura ética mostra “como o mercado tradicional de serviços financeiros deve olhar para as startups em busca das melhores práticas”. O empreendedor credita a primeira posição a três atitudes: cultura empresarial, transparência e diversidade.

A Vindi tem um código de cultura usado para decisões de contratação e de demissão. A fintech reescreve constantemente o código para refletir melhor seus funcionários, mas mantendo intactos os valores essenciais do negócio de recorrência. Alguns exemplos são atitude positiva diante de desafios; colaboração; compromisso com clientes e metas; e sede de conhecimento. “Tivemos casos de não contratar pessoas das quais todo mundo gostou, mas que não seguiam algum ponto da nossa cultura. Sempre que não fizemos isso, batemos a cara no muro.”

Na parte de transparência, a Vindi divulga métricas financeiras para toda a empresa. Os funcionários sabem quanto o negócio fatura, quanto gasta em folha de pagamentos e quanto investe em cada processo e produto. A fintech organiza uma hora de “papo reto” com os sócios uma vez por mês, para que funcionários façam perguntas.

Por fim, a Vindi coloca a diversidade como preocupação nas contratações. A fintech não criou metas específicas, mas verifica todo trimestre a quantidade de lideranças femininas, LGBTs ou negras. Dos nove sócios, três são mulheres e três são pardos. Atualmente, cerca de 41% dos funcionários são mulheres e 0,8% são não binários. 8,5% da equipe se identifica como homossexual. 22,5% dos membros se reconhecem como pardos, enquanto 10,1% se veem como pretos.

Fonte: Pequenas Empresas Grandes Negócios

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